quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Desabamentos no Rio: história se repete, impunidades persistem!

Artigo publicado originalmente na página da Revista de História da Biblioteca Nacional: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/tristeza-sem-fim

Tristeza sem fim

Desmoronamentos no Rio de Janeiro, como o desta semana no Centro, traumatizam a cidade há décadas, acompanhados de falhas e impunidades perenes
27/1/2012

“Caía a tarde feito um viaduto”, verso de João Bosco e Aldir Blanc no clássico “O Bêbado e a Equilibrista”, pode soar como uma incógnita para muitas pessoas – principalmente que não são do Rio ou nasceram longe dos anos 70. Juntamente com o contexto político da época, a inspiração veio de um dos maiores desabamentos ocorridos no Rio de Janeiro. O Viaduto Paulo de Frontin, que liga o Túnel Rebouças à Linha Vermelha com saídas para a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil, estava sendo concluído em 1971 quando veio abaixo ao meio-dia de 21 de novembro de 1971.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Por uma Reforma Urbana Popular

Da página do MTST
http://www.mtst.org/

Manifesto Nacional da Frente de Resistência Urbana contra despejos
A RESISTÊNCIA URBANA – Frente Nacional de Movimentos faz um alerta aos trabalhadores brasileiros sobre o avanço de uma política de despejos e de uma ofensiva do capital imobiliário nas metrópoles do país. O cenário que está sendo montado é de uma verdadeira operação de guerra contra os moradores de favelas, comunidades periféricas e os trabalhadores informais, em nome do “crescimento econômico” e da preparação do país para a Copa-2014 e Olimpíadas-2016. Os governos federal, estaduais e municipais prepararam seus planejamentos – em muitos casos, já em execução – para obras de grande impacto, que representam uma Contra-Reforma Urbana no Brasil, pela forma autoritária e excludente com que estes programas afetarão os trabalhadores urbanos (principalmente através de despejos e remoções em massa) e pela lógica de cidade que trazem consigo. Por isso, e contra isso, lançamos uma Campanha Nacional contra os Despejos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A classe que vive do trabalho em "O Rancho da Goiabada"

Em tempos de crescimento desenfreado e descontrolado da construção civil nos grandes centros urbanos, erguem-se prédios que nunca serão habitados pelos trabalhadores que neles deixam seu suor. Trabalhadores que são "guardados" em alojamentos precários e alimentados por sonhos de vida digna e cheia de sentido.

O Rancho da Goiabada

De  João Bosco e Aldir Blanc (cantada por Elis Regina)

Os bóias-frias quando tomam umas biritas
Espantando a tristeza
Sonham , com bife à cavalo, batata frita
E a sobremesa
É goiabada cascão, com muito queijo, depois café
Cigarro e o beijo de uma mulata chamada
Leonor, ou Dagmar

Amar, um rádio de pilha um fogão jacaré a marmita
O domingo no bar, onde tantos iguais se reunem
Contando mentiras prá poder suportar aí,

São pais de santos, paus de arara, são passistas
São flagelados, são pingentes, balconistas
Palhaços, marcianos, canibais, lírios pirados
Dançando, dormindo de olhos abertos
Dos faraós embalsamados

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Pinheirinho nao mostrado na imprensa oficial

Jornal Brasil de Fato da ultima semana de janeiro, publicou entrevista com o deputado federal do PSOL SP Ivan Valente sobre a reintegracao de posse do Pinheirinho, com informacao omitidas pela grande imprensa oficial. Leia integra a seguir. Fonte http://www.brasildefato.com.br/node/8665

“A Justiça trabalhou como Justiça de classe”, afirma deputado

Para Ivan Valente, a Justiça agiu a favor da especulação imobiliária em detrimento dos direitos das famílias
23/01/2012
Michelle Amaral
da Redação


A violenta ação da Polícia Militar e da Guarda Civil de São José dos Campos (SP) contra os moradores da ocupação Pinheirinho na reintegração de posse realizada neste domingo (22), na avaliação do deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), foi absolutamente ilegítima.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Valente, que participou do processo de negociação para permanência das famílias na área, afirma que, com a efetivação da reintegração de posse, os governos estadual e municipal e a Justiça estadual, além de descumprirem acordos para uma solução pacífica ao conflito, desacataram a Justiça federal, que havia determinado a suspensão da reintegração de posse por 15 dias. “Fomos surpreendidos no domingo de manhã com essa ação policial atropelando a decisão federal”, explica.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Crescem registros de Trabalho Escravo no Brasil

A Lista Suja do Trabalho Escravo no Brasil em 2011, tem o maior número de registros desde 2004, quando passou a ser divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. No ano passado foram 52 novos registros chegando a 294 o número de infratores, entre pessoas físicas e jurídicas. Os nomes são incluídos na lista depois que os acusados esgotaram todos os recursos de defesa e são excluídos 2 anos depois que sanarem as irregularidades e pagarem as multas devidas.
A seguir em 22 paginas a Lista Suja do Trabalho Escravo no Brasil completa, atualizada pelo MTE em 31/12/2012.